Pessoas do meu ♥ , eu estava passando por um momento de con
fusão na minha vidinha então pra desabafar resolvi escrever essa história,porém eu me empolguei um pouco e ela ficou meio extensa.Portanto ela vai ser dividida em 2 partes,é pra dar um ar de curiosidade também.Haha' Enfim, boa leitura e espero que gostem (yn)

E se ninguém for atrás de mim?E se eu não tiver mais coragem de voltar?E se eu me perder por aí? Esses eram os meus três maiores medos quando resolvi fugir. Mas mesmo assim segui em frente com a minha ideia repentina e meio maluca eu diria.
Era preciso, na situação em que minha vida se encontrava!Vou te explicar a minha história complicada...
Sou Roberta Mason e meus pais me davam tudo o que eu pedia, mas eu sentia falta de amigas, de um namorado. Pessoas que realmente me amassem!
A única pessoa que eu tinha do meu lado sempre, que realmente me amava e que me dava forças era o Bruno, meu melhor amigo. Ele passava horas e horas me aturando, me escutando e me fazendo rir. Sempre fomos amigos, desde os três aninhos de idade.
Porém, em uma noite meus pais chegaram em casa com a noticia que me abalou demais: a empresa do meu pai havia falido e nós teríamos que economizar demais por um bom tempo. Fui pro meu quarto e fiquei lá, chorando e refletindo sobre a vida. Foi quando eu percebi que eu não tinha nada de verdade na minha vida... Que todos aqueles bens materiais que meus pais me davam pensando que iam me fazer felizes, estavam apenas alimentando um vicio. Alimentando uma ilusão.
Depois de muito chorar e pensar eu me vi deitada sobre todas as minhas coisas que não me serviam de nada, espalhadas pelo chão. Então eu me levantei e tomei a maior e mais maluca decisão de toda a minha vida!
Fui até a minha mesa e escrevi duas cartas. Uma para os meus pais e outra para o Bruno. Juntei TODAS as minhas coisas e coloquei dentro de várias caixas. Peguei algumas peças de roupa e outras coisinhas que realmente tinha um valor especial para mim e que me eram necessárias e as coloquei dentro de uma mochila. Finalmente me cansei e decidi dormir, no outro dia eu colocaria a minha decisão em prática.
No dia seguinte segui a minha rotina de sempre, fui para escola, mas não voltaria mais! Deixei uma carta no armário da minha mãe e abracei meus pais bem forte antes de entrar na escola. Na saída entreguei a outra carta para o Bruno. Abracei ele bem forte, forte mesmo. Chorei muito, eu estava com muito medo e não sabia direito se deveria seguir com a minha ideia maluca, mas eu precisava fazer aquilo. Ordenei ao Bruno que abrisse a carta quando chegasse em casa e falei que em algum momento ele iria entender tudo! E assim segui com a minha decisão arriscada e maluca!
Peguei a minha mochila e subi no ônibus. Fui até uma cidadezinha bem pequena e bem afastada da minha cidade. Nem sei direito quantos ônibus peguei até chegar lá, mas cheguei. Desci do vigésimo ônibus e andei um pouco até chegar em uma vilazinha. Já estava muito cansada. Encontrei um banco por lá, sentei e comecei a pesquisar no meu notebook um lugar quase sem habitação e que fosse bem afastado da onde eu estava! Nesse momento chegaram três homens (do gueto sabe? ;x) com cara de quem não eram boas pessoas.
Eles se aproximaram e sentaram do meu lado, gelei de medo naquela hora, e começaram a falar: - Gatinha nova no pedaço é? E riquinha ainda por cima! E outras baboseiras que nem merecem ser repetidas u.u
Eu fiquei quieta, fechei o notebook lentamente e comecei a levantar até que um deles apertou meu braço muito forte e eu comecei a gritar, enquanto os outros pegavam meu note book. Eles me jogaram no chão e eu tentei resistir, mas eles me bateram o suficiente para eu não conseguir levantar. Saíram correndo e eu fiquei ali deitada, pensando no que deveria fazer.
Enquanto eu estava naquela situação Bruno já havia chegado em casa e foi correndo ler a carta que eu dei para ele.Ele estava preocupado demais pra esperar.Na carta estava escrito: “Bruninho lindo do meu coração,você sabe o quanto eu te amo né? E o quanto você é essencial na minha vida! Vida que aliás se encontra em péssimo estado. Eu preciso de um tempo pra mim,pra eu pensar e para eu perceber quem realmente me ama e esta do meu lado. Por isso eu fugi. Espero que um dia me entenda...
Beijos, da Roberta!”
Depois que terminou de ler a carta Bruno ligou para os meus pais e perguntou a eles se já sabiam do que tinha acontecido e minha mãe, aos prantos enquanto segurava a carta que deixei pra ela, respondeu que sim.
Na carta que deixei para os meus pais não havia nada de especial só dizia que eu os amava demais e que aconteça o que acontecer eu serei eternamente grata por tudo que eles fizeram por mim. Também fiz um pedido, pedi pra que eles doassem aquelas caixas para o orfanato da minha cidade, pois essas crianças precisam daquilo mais do que eu!
Eles imediatamente atenderam o meu pedido e comunicaram a policia.
E enquanto toda uma confusão rolava, eu já tinha me recuperado e estava seguindo (de acordo com algumas informações) a pé uma trilha que dava para uma praia deserta!
Confesso que não foi fácil chegar até lá, mas eu estava começando a me empolgar com a ideia de sumir do mundo então todo esforço valia a pena. Eu ainda tinha uma chama de esperança no meu coração que dizia que alguém viria atrás de mim, alguém viria me buscar. E eu não queria deixar essa chama se apagar!
Bem, finalmente depois de 2 dias e 2 noites eu cheguei na praia.Ela era incrivelmente linda e parecia estar deserta.Não sei porque as pessoas desperdiçavam toda aquela beleza natural.Enfim, depois de andar um pouco por ela e explorar um pouquinho eu encontrei alguns vestígios que mostravam que com certeza algumas pessoas estiveram lá um dia mas isso não importava agora.
Eu estava realmente cansada demais pra pensar em qualquer coisa então decidi usar as habilidades que aprendi em um acampamento que meus pais me levaram e resolvi montar uma cabana e dormir!
Por falar em meus pais, enquanto isso, eles e o Bruno faziam cartazes e espalhavam por toda a cidade e pela minha escola. E a policia já estava quase desistindo de me encontrar. Meus pais sentiram o sofrimento na pele, não conseguiam dormir, trabalhar e nem comer. Passavam o dia inteiro ao lado do telefone esperando que alguém soubesse de mim.
Eu acordei com a luz do sol e percebi que faziam exatos 3 dias que eu tinha fugido.Comecei a ficar com medo, mas respirei fundo e o medo passou.
Fui procurar a minha fita de cabelo porque o sol estava me matando e eu ainda tinha muito que fazer, mas eu não consegui encontrar. Então tive que deixar meus cabelos ao vento mesmo e quase derreti de tanto calor.
Naquele dia eu explorei mais aquela praia e acabei encontrando uma espécie de cabana bem no meio do mato. Eu parei em frente a cabana e resolvi bater palma.Mas ninguém atendeu.Então eu,curiosa como sou,abri a porta.
Não tinha ninguém lá dentro, apenas uma cama, uma mesa e um fogão a lenha com algumas panelas sobre ele. Enquanto eu me aproximava do criado mudo que estava do lado da cama um homem alto, todo sujo de terra e com um facão na mão surgiu atrás de mim e falou em um tom de raiva: O que você faz aqui? Naquele momento eu fiquei com tanto, mas tanto medo que eu gritei demais e sai correndo. Voltei pra minha cabana e fiquei lá chorando e esperando o medo passar. Mas confesso que tinha ficado uma enorme curiosidade de saber quem era aquele homem e o que ele fazia ali. Então depois de me acalmar e de refletir muito eu decidi voltar na cabana no dia seguinte.
No 4º dia da minha fuga eu acordei super empolgada para ir naquela cabana de novo, por isso tomei um “banho” no mar, me arrumei e fui para a cabana.
Quando cheguei lá escutei uns barulhos e percebi que o homem estava lá dentro, então bati palmas e ele atendeu. Olhou com uma cara de fúria pra mim mas eu tomei coragem e mesmo tremendo falei: - Me desculpe por ter invadido sua casa ontem, eu só estava curiosa e como ninguém atendeu e a porta estava meio aberta eu entrei. Mas não vai se repetir. Ele tirou aquela expressão de fúria do rosto e soltou apenas um: - Hum. Okay! Espero que não se repita mesmo! E eu na maior cara de pau do mundo disse: - O Senhor me deixaria entrar? Ele simplesmente virou as costas e deixou a porta aberta e eu entendi aquilo como um sim!
Eu entrei na casa, pedi licença e sentei na cadeira da cozinha e fiquei ali observando ele cozinhar com tamanha habilidade. Até que não suportei mais o barulho de panelas e falei: - Há quanto tempo o Senhor vive aqui? E ele respondeu: Nasci aqui. Isso atiçou ainda mais a minha curiosidade e então continuei com o meu interrogatório. Assim depois de muitas perguntas e curtas respostas ele me convidou para almoçar ali com ele, talvez por educação, mas mesmo assim aceitei e fiquei muito feliz pelo convite.
Depois do almoço silencioso eu me despedi e fui embora e prometi voltar, mesmo sem perceber nenhum entusiasmo da parte dele. E realmente voltei, aliás, eu voltava todos os dias. Havia se tornado um hábito: levantar e correr para a cabana do homem (era assim que eu a chamava). Nós realmente estávamos nos tornando amigos e eu já conseguia fazer ele rir em alguns momentos e fazer ele soltar algumas palavras mais entusiasmadas.
CONTINUA...
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