quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Até onde o amor nos leva? Parte 2

Depois daquela conversa, Allan realmente tinha acreditado que Rachel nunca mais faria aquilo, mas infelizmente ele estava enganado.
Rachel continuou fumando, bebendo, se acabando. Mas a cada dia que passava Allan amava mais Rachel ainda, e isso fazia com que ele não desistisse de um dia salvar ela.
Por isso Allan decidiu que iria se aproximar de Rachel e jurou pra ele mesmo que iria tirar ela daquela vida.
  E foi isso que ele fez primeiro, ele passou a observar Rachel e percebeu que por mais que ela tivesse aquele comportamento rebelde, tinha algo que realmente fazia com que aquela rebeldia sumisse: a música. Embora ela não tocasse mais e nem cantasse, por conta da morte de seu pai, toda vez que Allan a via ouvindo uma música percebia o quanto aquilo abalava ela, e como a música fazia surgir um sorriso no rosto de Rachel. Parecia que a música controlava ela, era o antídoto de que ele precisava.
  Allan, nunca teve uma relação forte com a música, mas por Rachel ele era capaz de tudo. Então ele decidiu aprender a tocar o instrumento que Rachel mais amava: o piano!
  A partir do dia em que ele começou a fazer as aulas de piano, ao mesmo tempo ele foi tentado ficar mais próximo de Rachel, e por incrível que pareça ele conseguiu. Com o tempo Rachel começou a sair menos, a beber menos e a fumar menos. Ela realmente gostava da companhia de Allan, e começou a perceber com todas as tardes que passava conversando com Allan, e até rindo com ele que dali podia surgir um sentimento.
  Até que em uma noite, tudo mudou. Naquela noite Rachel tinha combinado de sair com o Trio Terrível, ela ainda não sabia, mas aquela noite iria lhe ensinar muitas coisas e a partir daquela noite sua vida nunca mais seria a mesma.
Bem, Rachel se arrumou, pegou sua bolsa, saiu e foi em direção ao carro. Quando chegou lá ela viu Allan, e ele perguntou:
- Aonde você vai?
E ela: - Vou sair. Depois a gente conversa ok?
- Por favor, não me diga que vai sair pra usar aquelas porcarias? – Allan falou.
- Não te interessa ok? Me deixa em paz, por favor! –Rachel disse já pronta para entrar no carro.
E então deu um surto em Allan, ele correu e segurou firme no braço de Rachel e gritou:
- Não! Você não vai fazer isso!
E sem se importar muito com Allan ela se virou e entrou rápido no carro e foi embora.
O que ela não percebeu foi que ela havia deixado cair a letra da música que tinha feito com seu pai. Quando Allan pegou a letra, ainda sem melodia, ele teve uma grande ideia.
Enquanto ele ia para casa colocar sua ideia em prática, Rachel foi se encontrar com o Trio terrível.
  Eles sentaram perto de um trilho de trem e começaram a beber, a rir, se drogar e outras coisas mais. Até que quando já estavam bem loucos, Rob, o líder do trio, começou a chegar perto de Rachel, e então ele disse:
- Mas você é tão gatinha! – e já levantando Rachel pelo braço ele continuou: - Vamo ali comigo, vamo?
Rachel sentiu tanto medo na hora, que até o efeito da droga estava passando. E então ela disse: - Melhor não, prefiro ficar aqui.
Mas Rob estava louco demais pra aceitar a preferência dela. Por isso ele disse:
- E quem disse que você tem que querer. Você vem comigo e pronto!
Sem pensar em nada ele agarrou forte no braço de Rachel e arrastou ela até o carro dele.
Dentro do carro ele começou a forçar Rachel a fazer coisas que ela realmente não queria. Ela entrou em desespero e começou a gritar.
O resto do trio ouviu os gritos, mas sabiam que não poderiam enfrentar Rob. Ele mandava ali!
Então ela desistiu de gritar e, sabe-se lá de onde, tirou forças de algum lugar e deu um chute em Rob. Foi tempo suficiente para que ela saísse do carro e mandasse uma mensagem para Allan.
Ela saiu correndo, desesperadamente, na esperança de que Allan chegasse para livrar ela daquela situação terrível.
Mas infelizmente não deu tempo, Allan recebeu a mensagem mas demorou até encontrar o lugar onde eles estavam. Quando ele finalmente encontrou o trilho onde eles estavam, ele se deparou com os outros dois integrantes do Trio Terrível, já completamente bêbados, deitados no chão. E lá no fundo do trilho ele pode ver Rob abusando de Rachel.
Em um segundo Allan já estava lá, ele deu um soco em Rob e assim começou a briga.
Rachel estava desesperada, chorando muito. Ela não estava em condições de fazer mais nada.
  Depois de muitos socos, chutes e pontapés, finalmente Allan conseguiu deixar Rob desacordado. E então ligou para policia.
Ele não estava bem, mas sabia que havia alguém pior do que ele ali, Rachel. Então ele chegou do lado dela, a abraçou forte e disse:
- Agora você pode ver? O quão terrível se tornou sua vida, depois que você começou a andar com eles? Sei que você não está em condições de ouvir sermão mas eu preciso dizer que eu te avisei. Eu disse que essas coisas não te levariam a nada.
E mesmo soluçando de tanto chorar ela disse:
- Não precisa dizer! Eu sempre soube que você estava certo, só não queria admitir.
Você nem faz ideia do quanto eu me arrependo sabe? Eu achei que estivesse fazendo a coisa certa, mas agora eu sei que eu só estava fazendo meu pai sofrer esse tempo todo. Não só meu pai, mas todas as pessoas que me amam. Eu fui uma burra, e se eu pudesse faria tudo diferente!
- Se arrepender agora não adianta. O melhor que você faz agora é reconstruir a sua vida, abandonar todas essas coisas ruins e fazer uma nova história. Só com coisas boas, com felicidade e ao lado das pessoas que te amam! – ele respondeu.
- Você está incluso nesse grupo? – Rachel perguntou, com certa ironia.
E então, sem conseguir esconder seu sentimento por Rachel ele disse:
- Agora eu tenho certeza que sim. Se você quer mesmo saber, desde o dia em que você me atropelou no parque eu nunca mais consegui pensar em outra pessoa. E se quer saber mais, quando eu descobri que você estava entrando nessa porcaria de vida, eu jurei pra mim mesmo que te tiraria dela. Nem que eu precisasse perder a minha vida para isso. – e já com lágrimas nos olhos ele continuou: - E eu espero de verdade, que eu tenha conseguido cumprir meu juramento.
 Rachel nem sabia mais o que dizer. Ninguém nunca tinha se importado com ela daquela maneira. Assim, sem saber de onde tirar palavras ela falou:
- Obrigada, obrigada mesmo por ter vindo até aqui. Não até o trilho hoje, mas por não ter desistido de mim. Por ter lutado até o fim para me tirar desse inferno que minha vida se tornou. Mas o que te trouxe até aqui? O que te deu coragem pra vir até aqui, já que você sabia que o Rob era barra pesada?
- Só uma coisa me fez chegar até aqui, o amor que eu sinto por você. E agora, só a morte vai conseguir nos separar. – Allan respondeu.
Depois daquilo Rachel nem sabia mais o que dizer. E então eles se beijaram.
  A polícia chegou depois de algum tempo e prendeu Rob. Os outros dois, que faziam parte do trio fugiram juntos, não se sabe pra onde.
Mas o que realmente importa é que depois daquilo, Allan levou Rachel até a casa dela, e quando chegou lá ela teve uma surpresa. Havia um piano na sala. E Allan começou a tocar a música que ela e o pai dela haviam escrito.
Ela nunca tinha ficado tão emocionada assim antes.
De repente um vento forte soprou e ela se lembrou dos momentos antes de seu pai morrer, quando ele disse para ela:
“Filha, depois que eu for embora, lembre-se que sempre existirá algo que vai nos manter ligados: a música. Ela vai ser o nosso maior elo. Por isso nunca deixe que ela saia da sua vida, e sempre quando você sentir as notas de uma canção tocando seu coração, diga: olá papai, porque eu estarei presente naquela canção. “
Já aos prantos, ela abriu os olhos e sentiu que a melodia daquela canção estava tocando o seu coração, e sem pensar em nada ela disse: Olá, papai!
  A partir desse dia Rachel renasceu mais uma vez. A Rachel rebelde nunca mais existiu. Depois daquela noite ela sempre cantou, sempre tocou. Amou mais as pessoas e viveu muito feliz com Allan.
E depois dessa história eu posso te afirmar, o amor nos leva e nos tira de qualquer lugar, seja o melhor e o pior, respectivamente, é só a gente deixar!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Até onde o amor nos leva ? Parte 1



Pessoas lindas *-* 
Eu sempre tive vontade de retratar em uma história o caminho que muitos adolescentes seguem atualmente infelizmente: o caminho das drogas. Mas ao mesmo tempo queria mostrar a importância que o amor pode ter nessas situações. Provar através de palavras que o amor é capaz de tudo! E finalmente eu consegui expressar tudo isso na história abaixo (: 
Espero que gostem *-* 



                            
                                

E até de onde ele pode nos tirar?
No caso de Rachel, o amor a tirou do pior dos lugares que ela poderia chegar: do fundo do poço.
 Rachel era uma menina muito feliz e super companheira de seu pai, ele era músico e ensinou ela a tocar violão, piano e até a escrever canções. Mas aos 14 anos, o pai de Rachel morreu de câncer e depois desse dia, ela nunca mais foi a mesma. A partir desse dia ela decidiu que a Rachel havia morrido junto com o seu pai e que a partir daquele dia só existiria a Rachel rebelde, que não se importava mais com as pessoas ao seu redor, que não cantava e nem tocava mais e queria mesmo era “aproveitar a vida”.
  Depois de alguns meses, em uma manhã Rachel estava terminando de fechar as caixas, já que faltava pouco para o caminhão da mudança chegar. Por um lado ela estava feliz por estar se mudando, já que não teria mais que ver as mesmas caras idiotas daquela cidade e que de agora em diante poderia fazer o que quisesse na nova cidade. Mas ela sabia que por de baixo de toda aquela rebeldia e daquela nova Rachel, existiam ainda muitas lembranças de muitos momentos felizes que ela passou ali, e ela sentiria falta disso! Mas enfim, enquanto fechava as caixas, ela encontrou uma folha de papel bem velha e rasgada, onde ela e seu pai haviam escrito uma música. Quando ela leu a letra daquela música ela não conseguiu se controlar, sentou no chão e chorou. Por pouco tempo, já que instantes depois sua mãe entrou no quarto avisando que o caminhão da mudança já havia chegado e então ela enxugou as lágrimas e soltou um grosseiro:
- Ok!
E então Rachel guardou a letra da música na bolsa e partiu, para a nova cidade.
  Depois de uma longa viagem, ela finalmente chegou na “estranha cidade” como ela mesma gostava de chamar. Decidiu que deveria andar um pouco pela cidade, para conhecer o que esperava por ela. Sem nem ouvir uma palavra do que sua mãe disse, ela saiu do carro e foi andar. Rachel foi até um parque que tinha perto de sua nova casa, quando chegou lá, alugou uma bicicleta e decidiu pedalar pelo parque, que, aliás, era bem grande.
Ela estava pedalando e pensando no que iria fazer dali em diante e quando se deu conta não dava mais tempo de frear, um garoto estava em baixo da bicicleta, deitado. Embora ela fosse meio durona, ela se importava com as pessoas e praticamente entrou em desespero quando viu o que tinha acontecido. Desceu correndo da bicicleta, abaixou perto do garoto e perguntou:
- Ai Meu Deus! Você está bem?
Ele abriu os olhos e se encantou com o que viu. Ele achou Rachel um tanto diferente, nem era tão bonita, mas algo nela o fascinava. Mas mesmo assim ele levantou do chão e começou a gritar:
- Ficou maluca é? Porque não olha direito por onde pedala e não presta mais atenção nas coisas hein? Sorte sua que eu não me machuquei.
Como ela não levava desaforo pra casa, àquela discussão durou um bom tempo. E no fim das contas ela subiu na bicicleta furiosa, saiu pedalando e deixou ele falando sozinho.
Aquela discussão e toda a rebeldia de Rachel só fizeram com que Allan, que por acaso é o nome do tal garoto, quisesse mais ainda conquistar Rachel. E ela ficou confusa depois daquilo, ele realmente era um cara bonito, mas a raiva que ela estava sentindo não deixou que ela se apaixonasse por ele. Pelo menos não agora.
 Ela pedalou e andou pelo parque até escurecer e o parque fechar, então ela encontrou uma praça bem perto dali, sentou em um banco e acabou pegando no sono.
Depois de alguns minutos Rachel acordou com um barulho alto do som de um carro, uma gritaria tremenda que a deixou assustada. Uma garota e dois caras, que pareciam estar bêbados, chegaram perto dela. A garota disse:
- Nossa! O que você faz perdida por aqui querida?
-É, vem com a gente, vem gatinha? –um dos caras disse.
E todos eles riram. Aliás, a cada frase que eles diziam todos davam gargalhadas, talvez fosse o efeito das drogas.
Rachel não estava tão assustada, já estava acostumada com bebidas, então decidiu que sairia com eles. Afinal de contas, eles a trataram bem, se importaram com ela, e poderiam trazer um pouco de felicidade pra ela, nem que para isso fosse preciso usar drogas.
Naquela noite Rachel terminou de se perder na vida e iniciou uma nova caminhada, que a levava para o fundo do poço.
  Os dias iam passando, e Rachel estava cada vez pior. Bebia constantemente, se drogava todas as noites e insistia em sair com aquele trio terrível, como eram chamados pela cidade. Sua mãe já não sabia mais o que fazer!
Até que em certa noite, em uma festa na cidade, Allan, encontrou Rachel com aquele trio, bebendo e rindo sem parar. Ele não podia acreditar no que seus olhos viam. Ela parecia não ser menina de se acabar desse jeito, mas havia se enganado.
Ele sentiu uma enorme vontade de ajudar ela, não podia deixar que uma garota tão fascinante como a Rachel pudesse se acabar tanto assim. Então sem pensar duas vezes ele largou dos seus amigos e foi em direção ao, agora, “quarteto terrível”. Quando chegou lá, ele tirou a garrafa de bebida que estava na mão de Rachel, a puxou firme pelos braços e disse:
- Chega! Você vem comigo agora.
Rachel resistiu, gritou, mas estava tão bêbada que se cansou em poucos minutos e desmaiou.
Naquela noite, Allan, levou Rachel desmaiada para o parque, aquele onde eles haviam se conhecido. Ele ficou do lado dela, até ela acordar.
Quando ela acordou, ainda estava um pouco bêbada, mas consciente o suficiente para conversar com Allan.
Ela disse pra ele:
- Quem você pensa que é hein? Pra se meter na minha vida desse jeito? Eu ando com quem eu quero e faço o que eu quiser da minha vida!
E então ele respondeu:
- Mas eu não consegui ver você se acabando daquele jeito e não fazer nada. Mas, porque você está fazendo isso hein? Essa porcaria não te leva a nada!
-Já disse que você não tem que se meter. Você não sabe o que eu vivi até hoje, o quanto a vida me fez sofrer. –ela respondeu. E chorando continuou:
- Eu percebi que eu não tenho que amar ninguém, porque um dia todos vão embora, e o que fica? A dor e o sofrimento. Não vale a pena ter amor a vida, se ela só me faz sofrer.
- Mas então me conte o que de tão ruim aconteceu na sua vida até hoje, pra você se frustrar tanto assim?
Ela já não conseguia mais resistir, talvez todo aquele tempo o que ela realmente precisou foi desabafar com alguém, então mesmo meio tonta ela contou tudo a ele. Sua vida antes da morte do seu pai e tudo o que ela havia se tornado depois.
Allan nem sabia o que dizer depois de toda aquela história, então ele a abraçou forte e disse:
- Sinto muito, de verdade! Mas você não precisa fazer isso com a sua vida. Isso não é o que o seu pai queria para você, tenha certeza disso.
Ela nem conseguiu responder, pegou no sono ali mesmo! E então ele a levou pra casa.


CONTINUA...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

You belong with me...

  


Eles se conheciam há tanto tempo, provavelmente desde o jardim de infância.
Na primeira vez que ela o viu, quando ainda tinha seus 3 anos e meio de idade, pensou: que menino chorão! E ele pensou: Que garotinha mais mimada!
Sim, no começo eles brigavam e se odiavam, aliás era típico de jardim da infância: meninas de um lado brigando com os meninos de outro lado. Eles não se misturavam por nada nesse mundo. Mas tudo mudou depois que ele se mudou para casa ao lado da dela. Para ela aquilo seria um pesadelo, mas depois de algumas brincadeiras e alguns lanches na casa dele, eles começaram a perceber que dali podia surgir uma amizade.
  Depois de uma semana eles já não se largavam mais, ela sempre na casa dele e vice e versa. Eles quebraram todas as regras do jardim da infância, e eram considerados estranhos pelas outras crianças por sempre estarem juntos.
  O tempo foi passando e quando eles já estavam na 1ª série, mas precisamente quando ele se apaixonou por Eliza, ela foi percebendo que ela o amava. Era tortura pra ela ouvir ele falando da Eliza todos os dias, dizendo o quanto ela era linda e inteligente. Mas ela não queria estragar toda a amizade e preferiu sofrer calada.
Durante um bom tempo ela o escutava, dava conselhos e até ajudou ele a ficar com Eliza pela primeira vez, quando eles estavam na 3ª série.
  Muito anos depois, quando já estavam no colegial, a amizade ainda durava, como se tivesse começado há pouco tempo, e vieram muitas “Elizas” na vida dele e ela como sempre ainda o escutava, ainda dava conselhos, era ainda mais apaixonada por ele mas ainda sofria calada.
 Até que um dia foi a gota d’água para ela. Eliza, o primeiro amor dele, voltou da casa do pai nos EUA, pois o mesmo havia falecido. Agora ela iria estudar na mesma escola que eles e como estava em um momento de fragilidade se aproveitou para se aproximar dele. E ele, como todo garoto de 16 anos que se preze, caiu como um patinho. Consolou Eliza e eles acabaram namorando. Durante o namoro, ela sofreu tanto. Eles não saiam mais juntos, mal se falavam, quando ela ia bater na casa dele ele nunca estava. E ela ficou mal, muito mal.
Então, em uma manhã quando ela estava saindo para ir para a escola, ela o viu brigando com Eliza na frente da casa dele. Ela resolveu se esconder atrás de uma árvore pra espiar a briga, tudo bem que ela não gostava de ser enxerida, mas era o melhor amigo dela que estava ali, ela tinha que saber de tudo.
Depois de uns 10 minutos de briga, Eliza virou as costas com toda a sua metidez e frieza de sempre e o deixou lá, ajoelhado, chorando feito criança e implorando para ela voltar. Mas ela não voltou. E sem pensar nem por um instante, assim que o carro de Eliza se foi, em um impulso ela foi correndo até ele. Não disse nada, afinal ela sabia que ele odiava pessoas falando ao redor dele enquanto ele chorava, então ela simplesmente sentou do lado dele e o abraçou. Ele ainda chorando deitou no colo dela e disse:
- Me diz, onde eu errei ?
E ela sem pensar respondeu:
- Errou há 7 anos atrás, quando se apaixonou por ela...Mas fica calmo, pensa que talvez seja melhor assim. Sabe que eu prefiro um milhão de vezes você sem ela. Quando você está com a Eliza, você muda. Não sei por que...
- Senti tanto a sua falta, você não faz ideia do quanto... – ele disse a ela.
E ela disse:
- Eu senti muito mais a sua falta, pode ter certeza disso!
 E ali eles ficaram por longas horas, ele deitado no colo dela e ela o tentando fazer rir. E foi naquele instante que ela percebeu que deveria falar, tudo o que sempre sentiu, durante tantos anos.
Então, quando ela ia finalmente se declarar, eis que eles ouvem um barulho bem alto vindo da garagem da casa dela. Parecia uma queda. Eles correram para ver o que era, e quando chegaram lá, encontraram a mãe dela caída no chão. Ela havia caído de uma escada, estava desacordada e a cabeça sangrava muito.
Em questões de segundos eles estavam na sala de espera do hospital, ela desesperada por medo de perder a mãe e ele abraçado com ela, dando todo apoio que um amigo poderia dar. Depois de muitas horas de agonia, o médico surgiu com a noticia: a mãe dela tinha batido a cabeça quando caiu e acabou perdendo muito sangue, e por isso precisava de algum doador.
Quando ficou sabendo que seu sangue era compatível ele não pensou duas vezes antes de doar. Ela ficou imensamente feliz, nunca poderia retribuir aquele gesto que ele tinha feito por ela.
  Depois de algumas semanas, a mãe dela já estava se recuperando e ele já tinha esquecido Eliza, essa que por sua vez já estava namorando o capitão do time de futebol. Então, em uma noite estrelada de sexta feira, ele estava na janela do quarto dele e ela na sacada do quarto dela. Eles ficaram um bom tempo conversando e rindo, até que na hora em que ela se despediu dele e fechou a janela para ir se deitar ele percebeu que ela era o amor da vida dele. Como ele pode ser tão idiota todo esse tempo? Era ela que estava ao lado dele quando ele mais precisava e quando menos merecia, era ela que consolava ele quando ele estava mal, os melhores momentos da vida dele havia passado ao lado dela... Então sem esperar mais, ele jogou uma pedrinha na janela e ela num salto foi para na janela ver o que era, e quando ela olha por de trás do vidro da janela dele, lá estava ele sorrindo com um papel que dizia: Eu te amo s2 saia na porta agora e eu te provo...
Não se cabendo mais em tanta felicidade ela foi correndo até a porta. Quando abriu encontrou ele, que sem esperar já foi logo dizendo: - Primeiro, eu gostaria que você me perdoasse, por não ter percebido isso antes. Eu fui um bobo, cego e idiota que não teve capacidade para entender que o que eu sempre quis esteve do meu lado o tempo todo, literalmente. Mas saiba que eu não consigo imaginar mais a minha vida sem você e agora eu sei que eu te amo demais. E pode ter certeza que pra te ver sorrir eu faço qualquer coisa nesse mundo! Nós podemos continuar sendo grandes amigos como sempre fomos, afinal amizade como a nossa nunca vai morrer. Mas além de amigos quero que nos tornemos amantes, a metade que falta para o outro se tornar completo. Então, você quer se tornar a minha metade?
Ela sem ter palavras para responder, apenas disse: - Lembra quando nós éramos pequenos e um menino jogou cola no meu cabelo e eu comecei a chorar? E você quase matou o menino de tanto bater nele? Então, naquele dia eu tive a certeza de que você era o homem da minha vida. O homem que me defenderia de tudo nessa vida, e com certeza naquele dia eu nunca mais deixei de sonhar todos os dias com você sendo a minha metade. Com nós sendo apenas um...
 E a partir desse dia eles continuaram com a amizade de longos anos, mas ao mesmo tempo começaram um amor tão lindo quanto nos filmes. E esperamos que assim como nos filmes eles também sejam “felizes para sempre...”

domingo, 3 de outubro de 2010

Um pedido de socorro...

ooi pessoas do meu ♥ 
Então, esse ano na escola estamos fazendo um projeto sobre o meio ambiente e um dos textos q a gente leu me inspirou totalmente a criar esse texto em forma de carta. Eu escrevi ela para tentar de alguma forma mostrar para vocês o quanto é importante a gente salvar o nosso planetinha. Porque infelizmente se ficarmos de braços cruzados, em pouco tempo não existirá mais nada! Espero que vocês tenham gostado e que depois de ler esse texto vocês pensem um pouco antes de prejudicar a natureza. bgsmil :* 
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Caro homem,

  Venho por meio desta para lhe pedir encarecidamente que pense mais nas suas atitudes.    
  Eu tentei adiar está carta, tentei esperar mais um pouco para ver se você mudaria, perceberia o mal que estava me fazendo, mas cansei de esperar! Acho que está é a única forma de te fazer perceber que eu já não agüento mais tudo que você está fazendo. O mal que você faz não é nem pra mim, mas pra você mesmo! 
Infelizmente você tem que admitir que eu não preciso de você, mas você DEPENDE de mim, você não existe sem mim... Por isso peço mais uma vez: Pense antes de sair jogando todo tipo de lixo em qualquer lugar, não deixe mais as luzes todas acesas por aí, economize cada gota de água que puder, conscientize todos a sua volta a salvar o pouco que ainda resta de mim! Você precisa parar de tanta ganância, de tanta sede de dinheiro, você precisa perceber que a sua vida não tem preço!
Pode ter certeza de que valerá a pena, porque se você continuar agindo de maneira errada quem vai sair perdendo é você, porque se tudo seguir do jeito que está em poucos anos tudo isso não existirá mais e você só poderá ver uma coisa: A MINHA EXTINÇÃO! E tudo que se tem hoje, já não terá mais.
  Então é esse o meu recado: Por favor, ajude a me salvar! É o mínimo que você pode fazer por você mesmo...

Ps: Vou te contar um segredo: Eu quero MUITO continuar viva, eu quero muito continuar abrigando você, e eu ainda tenho a esperança de que um dia eu vou poder ser aquilo que eu era há milhões de anos atrás, que eu um dia você ainda vai poder ter orgulho de viver dentro de mim!

Assinado: Planeta Terra! 

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A inesperada fuga de Roberta Mason Parte 2

Continuação:

"Nós realmente estávamos nos tornando amigos e eu já conseguia fazer ele rir em alguns momentos e fazer ele soltar algumas palavras mais entusiasmadas."

Enquanto eu fazia um novo amigo o meu velho amigo Bruno e meus pais decidiram se unir e não esperar mais uma atitude da policia. Minha mãe ficou em casa pois estava aflita e sem condições de sair de casa e meu pai e o Bruno arrumaram as coisas e foram atrás de mim.O Bruno viu o ônibus que eu peguei e perguntando para algumas pessoas eles conseguiram chegar até a vila onde eu havia passado há 9 dias.

Mais alguns dias se passaram e eu acordei depois de um pesadelo muito assustada, chorando muito e fui correndo para a cabana. Cheguei lá aos prantos e o homem me mandou entrar. Ele me abraçou forte, muito forte e eu senti naquele momento que eu havia cativado aquele homem e que de agora em diante eu era totalmente responsável por ele. Contei para ele o meu pesadelo e comecei a entrar em desespero já que faziam quase 13 dias e ninguém ainda tinha vindo atrás de mim e ele me mandou ficar calma e falou: - Tenho certeza de que muita gente te ama e que já já alguém vem atrás de você.Confia em mim! Depois de um tempo eu consegui me acalmar e então passei a tarde ajudando o meu novo amigo a colher algumas verduras nos fundos da cabana dele e de noite eu voltei para a minha cabana. Fiquei um bom tempo lá sentada pensando na vida e esperando o sono chegar. Mas ao invés do sono quem chegou foi o Bruno.

Eu ouvi alguns passos e resolvi sair da cabana pra ver o que era de repente eu vejo bem distante caminhado pela areia um menino alto, moreno e com a minha fita de cabelo na mão. Eu tinha certeza de que era o Bruno então eu não pensei duas vezes e fui correndo em direção a ele. Quando ele me abraçou eu não agüentei e comecei a chorar,meu coração disparou e eu tremia feito uma louca. Então eu falei: - Eu achei que você não vinha mais. E ele: - Você sabe que eu andaria milhas e milhas só pra encontrar você. Nem acredito que te encontrei. E hoje eu espero que você tenha percebido que não há ninguém no mundo que te ame mais do que eu. E eu respondi: - Eu sei que não.E fico muito feliz de saber!Promete que nunca mais vai me deixar fugir assim? E ele: -Já não te deixo nunca mais. Esse tempo me fez ver que não existe vida sem você. E então ele me beijou e eu percebi que aquele cara que eu sempre vi como um melhor amigo na verdade sempre foi o meu maior amor. O amor da minha vida!

Meu pai apareceu um pouco depois, ele não tinha toda a disposição do Bruno.

Depois de me recuperar e de matar a saudade de ambos eu fui me despedir do meu amigo, o que não foi nada fácil. Mas eu não ia conseguir ir embora e deixá-lo sozinho no mundo então tive uma ótima ideia. Pedi pro meu pai senão podia levar ele para trabalhar na nossa casa, assim todos saiam ganhando. E meu pedido mais uma vez foi cumprido!

Quando eu voltei pra casa fui pega de surpresa com uma festa que minha mãe preparou.

Tinham pessoas que eu jamais pensaria que se importassem comigo. Então eu percebi que sim,existiam muitas pessoas que me amavam! Hoje já se faz um mês que eu fugi e toda essa experiência me fez ver que não importa em que pé a sua vida está se você tiver um pai, uma mãe e amigos então você já pode se considerar feliz. E agora eu sei dar valor a quem realmente me ama e ao que realmente importa.

Eu espero do fundo do coração que você não precise um dia fugir para descobrir quem te ama de verdade!

A inesperada fuga de Roberta Mason



Pessoas do meu ♥ , eu estava passando por um momento de con

fusão na minha vidinha então pra desabafar resolvi escrever essa história,porém eu me empolguei um pouco e ela ficou meio extensa.Portanto ela vai ser dividida em 2 partes,é pra dar um ar de curiosidade também.Haha' Enfim, boa leitura e espero que gostem (yn)





E se ninguém for atrás de mim?E se eu não tiver mais coragem de voltar?E se eu me perder por aí? Esses eram os meus três maiores medos quando resolvi fugir. Mas mesmo assim segui em frente com a minha ideia repentina e meio maluca eu diria.

Era preciso, na situação em que minha vida se encontrava!Vou te explicar a minha história complicada...

Sou Roberta Mason e meus pais me davam tudo o que eu pedia, mas eu sentia falta de amigas, de um namorado. Pessoas que realmente me amassem!

A única pessoa que eu tinha do meu lado sempre, que realmente me amava e que me dava forças era o Bruno, meu melhor amigo. Ele passava horas e horas me aturando, me escutando e me fazendo rir. Sempre fomos amigos, desde os três aninhos de idade.

Porém, em uma noite meus pais chegaram em casa com a noticia que me abalou demais: a empresa do meu pai havia falido e nós teríamos que economizar demais por um bom tempo. Fui pro meu quarto e fiquei lá, chorando e refletindo sobre a vida. Foi quando eu percebi que eu não tinha nada de verdade na minha vida... Que todos aqueles bens materiais que meus pais me davam pensando que iam me fazer felizes, estavam apenas alimentando um vicio. Alimentando uma ilusão.

Depois de muito chorar e pensar eu me vi deitada sobre todas as minhas coisas que não me serviam de nada, espalhadas pelo chão. Então eu me levantei e tomei a maior e mais maluca decisão de toda a minha vida!

Fui até a minha mesa e escrevi duas cartas. Uma para os meus pais e outra para o Bruno. Juntei TODAS as minhas coisas e coloquei dentro de várias caixas. Peguei algumas peças de roupa e outras coisinhas que realmente tinha um valor especial para mim e que me eram necessárias e as coloquei dentro de uma mochila. Finalmente me cansei e decidi dormir, no outro dia eu colocaria a minha decisão em prática.

No dia seguinte segui a minha rotina de sempre, fui para escola, mas não voltaria mais! Deixei uma carta no armário da minha mãe e abracei meus pais bem forte antes de entrar na escola. Na saída entreguei a outra carta para o Bruno. Abracei ele bem forte, forte mesmo. Chorei muito, eu estava com muito medo e não sabia direito se deveria seguir com a minha ideia maluca, mas eu precisava fazer aquilo. Ordenei ao Bruno que abrisse a carta quando chegasse em casa e falei que em algum momento ele iria entender tudo! E assim segui com a minha decisão arriscada e maluca!

Peguei a minha mochila e subi no ônibus. Fui até uma cidadezinha bem pequena e bem afastada da minha cidade. Nem sei direito quantos ônibus peguei até chegar lá, mas cheguei. Desci do vigésimo ônibus e andei um pouco até chegar em uma vilazinha. Já estava muito cansada. Encontrei um banco por lá, sentei e comecei a pesquisar no meu notebook um lugar quase sem habitação e que fosse bem afastado da onde eu estava! Nesse momento chegaram três homens (do gueto sabe? ;x) com cara de quem não eram boas pessoas.

Eles se aproximaram e sentaram do meu lado, gelei de medo naquela hora, e começaram a falar: - Gatinha nova no pedaço é? E riquinha ainda por cima! E outras baboseiras que nem merecem ser repetidas u.u

Eu fiquei quieta, fechei o notebook lentamente e comecei a levantar até que um deles apertou meu braço muito forte e eu comecei a gritar, enquanto os outros pegavam meu note book. Eles me jogaram no chão e eu tentei resistir, mas eles me bateram o suficiente para eu não conseguir levantar. Saíram correndo e eu fiquei ali deitada, pensando no que deveria fazer.

Enquanto eu estava naquela situação Bruno já havia chegado em casa e foi correndo ler a carta que eu dei para ele.Ele estava preocupado demais pra esperar.Na carta estava escrito: “Bruninho lindo do meu coração,você sabe o quanto eu te amo né? E o quanto você é essencial na minha vida! Vida que aliás se encontra em péssimo estado. Eu preciso de um tempo pra mim,pra eu pensar e para eu perceber quem realmente me ama e esta do meu lado. Por isso eu fugi. Espero que um dia me entenda...

Beijos, da Roberta!”

Depois que terminou de ler a carta Bruno ligou para os meus pais e perguntou a eles se já sabiam do que tinha acontecido e minha mãe, aos prantos enquanto segurava a carta que deixei pra ela, respondeu que sim.

Na carta que deixei para os meus pais não havia nada de especial só dizia que eu os amava demais e que aconteça o que acontecer eu serei eternamente grata por tudo que eles fizeram por mim. Também fiz um pedido, pedi pra que eles doassem aquelas caixas para o orfanato da minha cidade, pois essas crianças precisam daquilo mais do que eu!

Eles imediatamente atenderam o meu pedido e comunicaram a policia.

E enquanto toda uma confusão rolava, eu já tinha me recuperado e estava seguindo (de acordo com algumas informações) a pé uma trilha que dava para uma praia deserta!

Confesso que não foi fácil chegar até lá, mas eu estava começando a me empolgar com a ideia de sumir do mundo então todo esforço valia a pena. Eu ainda tinha uma chama de esperança no meu coração que dizia que alguém viria atrás de mim, alguém viria me buscar. E eu não queria deixar essa chama se apagar!

Bem, finalmente depois de 2 dias e 2 noites eu cheguei na praia.Ela era incrivelmente linda e parecia estar deserta.Não sei porque as pessoas desperdiçavam toda aquela beleza natural.Enfim, depois de andar um pouco por ela e explorar um pouquinho eu encontrei alguns vestígios que mostravam que com certeza algumas pessoas estiveram lá um dia mas isso não importava agora.

Eu estava realmente cansada demais pra pensar em qualquer coisa então decidi usar as habilidades que aprendi em um acampamento que meus pais me levaram e resolvi montar uma cabana e dormir!

Por falar em meus pais, enquanto isso, eles e o Bruno faziam cartazes e espalhavam por toda a cidade e pela minha escola. E a policia já estava quase desistindo de me encontrar. Meus pais sentiram o sofrimento na pele, não conseguiam dormir, trabalhar e nem comer. Passavam o dia inteiro ao lado do telefone esperando que alguém soubesse de mim.

Eu acordei com a luz do sol e percebi que faziam exatos 3 dias que eu tinha fugido.Comecei a ficar com medo, mas respirei fundo e o medo passou.

Fui procurar a minha fita de cabelo porque o sol estava me matando e eu ainda tinha muito que fazer, mas eu não consegui encontrar. Então tive que deixar meus cabelos ao vento mesmo e quase derreti de tanto calor.

Naquele dia eu explorei mais aquela praia e acabei encontrando uma espécie de cabana bem no meio do mato. Eu parei em frente a cabana e resolvi bater palma.Mas ninguém atendeu.Então eu,curiosa como sou,abri a porta.

Não tinha ninguém lá dentro, apenas uma cama, uma mesa e um fogão a lenha com algumas panelas sobre ele. Enquanto eu me aproximava do criado mudo que estava do lado da cama um homem alto, todo sujo de terra e com um facão na mão surgiu atrás de mim e falou em um tom de raiva: O que você faz aqui? Naquele momento eu fiquei com tanto, mas tanto medo que eu gritei demais e sai correndo. Voltei pra minha cabana e fiquei lá chorando e esperando o medo passar. Mas confesso que tinha ficado uma enorme curiosidade de saber quem era aquele homem e o que ele fazia ali. Então depois de me acalmar e de refletir muito eu decidi voltar na cabana no dia seguinte.

No 4º dia da minha fuga eu acordei super empolgada para ir naquela cabana de novo, por isso tomei um “banho” no mar, me arrumei e fui para a cabana.

Quando cheguei lá escutei uns barulhos e percebi que o homem estava lá dentro, então bati palmas e ele atendeu. Olhou com uma cara de fúria pra mim mas eu tomei coragem e mesmo tremendo falei: - Me desculpe por ter invadido sua casa ontem, eu só estava curiosa e como ninguém atendeu e a porta estava meio aberta eu entrei. Mas não vai se repetir. Ele tirou aquela expressão de fúria do rosto e soltou apenas um: - Hum. Okay! Espero que não se repita mesmo! E eu na maior cara de pau do mundo disse: - O Senhor me deixaria entrar? Ele simplesmente virou as costas e deixou a porta aberta e eu entendi aquilo como um sim!

Eu entrei na casa, pedi licença e sentei na cadeira da cozinha e fiquei ali observando ele cozinhar com tamanha habilidade. Até que não suportei mais o barulho de panelas e falei: - Há quanto tempo o Senhor vive aqui? E ele respondeu: Nasci aqui. Isso atiçou ainda mais a minha curiosidade e então continuei com o meu interrogatório. Assim depois de muitas perguntas e curtas respostas ele me convidou para almoçar ali com ele, talvez por educação, mas mesmo assim aceitei e fiquei muito feliz pelo convite.

Depois do almoço silencioso eu me despedi e fui embora e prometi voltar, mesmo sem perceber nenhum entusiasmo da parte dele. E realmente voltei, aliás, eu voltava todos os dias. Havia se tornado um hábito: levantar e correr para a cabana do homem (era assim que eu a chamava). Nós realmente estávamos nos tornando amigos e eu já conseguia fazer ele rir em alguns momentos e fazer ele soltar algumas palavras mais entusiasmadas.


CONTINUA...

sábado, 28 de agosto de 2010

O incrível dom dos homens...

pessoas do meu ♥,eu estava em um momento de extrema revolta e então decidi escrever essa história abaixo.Os homens que me perdoem a generalização mas eu não pude evitar,porém sei muito bem que não são TODOS os homens ok? A maioria deles... (;


Carla era uma menina de 15 anos com os mesmos gostos, as mesmas manias e os típicos sonhos de uma garota da sua idade. Todas as suas amigas já tinham namorado com pelo menos 1 garoto e ela era a única que ainda não tinha namorado!Ela se sentia tão mal, pensava que tinha algum problema nela que a afastava dos garotos.
Até que em certa noite, em uma certa festinhaa Carla estava totalmente inspirada e decidida em encontrar um namorado.Ela se produziu toda e talvez toda essa confiança e essa produção a ajudaram mesmo,porque nessa festinha Carla conheceu Renan.
Um garoto lindo, simpático e muito charmoso e o melhor de tudo, ele parecia gostar mesmo de Carla. Os primeiros meses de namoro foram ótimos, todo aquele romantismo que a gente já sabe né? Flores, chocolates, passeios pelo parque, abraços, beijos, declarações e cartas de amor etc. Mas como todo namoro as brigas e o ciúme começaram a surgir. Carla tinha ciúmes de Renan, mas Renan se sentia dono da vida de Carla! Controlava tudo o que ela fazia, onde ela estava e com quem estava!Brigavam por motivos bobos e as brigas ficaram cada vez mais freqüentes.
Até que Carla não suportou, embora Renan fosse muitas vezes romântico e carinhoso, todo aquele ciúme e aquelas brigas estavam fazendo mal a ela!Então ela decidiu que iria a casa de Renan para terminar de uma vez por todas.
Ela estava bem nervosa, foi caminhando bem devagar e ensaiando como iria falar para Renan. Ela tinha medo dele ficar magoado com ela, ou dele não aceitar o fim do namoro, mas ela tinha que fazer isso... Pelo bem dela!
Quando chegou à casa de Renan, Carla respirou bem fundo e tocou o interfone.Porém não obteve resposta e decidiu tocar de novo.Mas nada de responderem!Ela então virou a maçaneta e viu que a porta estava aberta e não viu problemas em entrar, como sempre fazia! Chamou o nome de Renan, mas ele não respondeu então ela subiu as escadas até chegar ao quarto de Renan. E quando ela abre a porta teve uma surpresa, na verdade uma péssima surpresa: Renan estava com outra garota. Sim, Renan estava a traindo!
Ela não conseguia acreditar no que via. A única coisa que fez foi chorar e sair correndo.
Como ele pode? E eu achando que ele me amava e que ia sofrer com o fim do namoro
–ela pensava. Renan até que tentou ir atrás de Carla e tentar voltar com ela,mas ela já não queria mais ele!
O tempo passou e como tudo nessa vida um dia passa o sofrimento de ter sido traída também passou. A partir daquele dia Carla chegou à conclusão de que ela nunca mais precisaria de um homem pra fazer ela se sentir mais mulher. Que ela nunca mais precisaria de um homem para ser feliz. Que ela nunca mais dependeria de um homem pra viver. Porque os homens têm a incrível dificuldade de valorizar o sentimento que damos a eles!(odeio generalizar, mas foi inevitável. Haha’)
Hoje fazem exatos 4 meses que eles terminaram e Carla vive muito confiante,cheia de “rolinhos” mas nada de namoro sério;se aceita muito bem do jeito que é e segue sua vida com um lema: Ame a si mesmo primeiro, antes de amar um alguém!Porque esse alguém um dia pode te fazer sofrer!