quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Até onde o amor nos leva? Parte 2

Depois daquela conversa, Allan realmente tinha acreditado que Rachel nunca mais faria aquilo, mas infelizmente ele estava enganado.
Rachel continuou fumando, bebendo, se acabando. Mas a cada dia que passava Allan amava mais Rachel ainda, e isso fazia com que ele não desistisse de um dia salvar ela.
Por isso Allan decidiu que iria se aproximar de Rachel e jurou pra ele mesmo que iria tirar ela daquela vida.
  E foi isso que ele fez primeiro, ele passou a observar Rachel e percebeu que por mais que ela tivesse aquele comportamento rebelde, tinha algo que realmente fazia com que aquela rebeldia sumisse: a música. Embora ela não tocasse mais e nem cantasse, por conta da morte de seu pai, toda vez que Allan a via ouvindo uma música percebia o quanto aquilo abalava ela, e como a música fazia surgir um sorriso no rosto de Rachel. Parecia que a música controlava ela, era o antídoto de que ele precisava.
  Allan, nunca teve uma relação forte com a música, mas por Rachel ele era capaz de tudo. Então ele decidiu aprender a tocar o instrumento que Rachel mais amava: o piano!
  A partir do dia em que ele começou a fazer as aulas de piano, ao mesmo tempo ele foi tentado ficar mais próximo de Rachel, e por incrível que pareça ele conseguiu. Com o tempo Rachel começou a sair menos, a beber menos e a fumar menos. Ela realmente gostava da companhia de Allan, e começou a perceber com todas as tardes que passava conversando com Allan, e até rindo com ele que dali podia surgir um sentimento.
  Até que em uma noite, tudo mudou. Naquela noite Rachel tinha combinado de sair com o Trio Terrível, ela ainda não sabia, mas aquela noite iria lhe ensinar muitas coisas e a partir daquela noite sua vida nunca mais seria a mesma.
Bem, Rachel se arrumou, pegou sua bolsa, saiu e foi em direção ao carro. Quando chegou lá ela viu Allan, e ele perguntou:
- Aonde você vai?
E ela: - Vou sair. Depois a gente conversa ok?
- Por favor, não me diga que vai sair pra usar aquelas porcarias? – Allan falou.
- Não te interessa ok? Me deixa em paz, por favor! –Rachel disse já pronta para entrar no carro.
E então deu um surto em Allan, ele correu e segurou firme no braço de Rachel e gritou:
- Não! Você não vai fazer isso!
E sem se importar muito com Allan ela se virou e entrou rápido no carro e foi embora.
O que ela não percebeu foi que ela havia deixado cair a letra da música que tinha feito com seu pai. Quando Allan pegou a letra, ainda sem melodia, ele teve uma grande ideia.
Enquanto ele ia para casa colocar sua ideia em prática, Rachel foi se encontrar com o Trio terrível.
  Eles sentaram perto de um trilho de trem e começaram a beber, a rir, se drogar e outras coisas mais. Até que quando já estavam bem loucos, Rob, o líder do trio, começou a chegar perto de Rachel, e então ele disse:
- Mas você é tão gatinha! – e já levantando Rachel pelo braço ele continuou: - Vamo ali comigo, vamo?
Rachel sentiu tanto medo na hora, que até o efeito da droga estava passando. E então ela disse: - Melhor não, prefiro ficar aqui.
Mas Rob estava louco demais pra aceitar a preferência dela. Por isso ele disse:
- E quem disse que você tem que querer. Você vem comigo e pronto!
Sem pensar em nada ele agarrou forte no braço de Rachel e arrastou ela até o carro dele.
Dentro do carro ele começou a forçar Rachel a fazer coisas que ela realmente não queria. Ela entrou em desespero e começou a gritar.
O resto do trio ouviu os gritos, mas sabiam que não poderiam enfrentar Rob. Ele mandava ali!
Então ela desistiu de gritar e, sabe-se lá de onde, tirou forças de algum lugar e deu um chute em Rob. Foi tempo suficiente para que ela saísse do carro e mandasse uma mensagem para Allan.
Ela saiu correndo, desesperadamente, na esperança de que Allan chegasse para livrar ela daquela situação terrível.
Mas infelizmente não deu tempo, Allan recebeu a mensagem mas demorou até encontrar o lugar onde eles estavam. Quando ele finalmente encontrou o trilho onde eles estavam, ele se deparou com os outros dois integrantes do Trio Terrível, já completamente bêbados, deitados no chão. E lá no fundo do trilho ele pode ver Rob abusando de Rachel.
Em um segundo Allan já estava lá, ele deu um soco em Rob e assim começou a briga.
Rachel estava desesperada, chorando muito. Ela não estava em condições de fazer mais nada.
  Depois de muitos socos, chutes e pontapés, finalmente Allan conseguiu deixar Rob desacordado. E então ligou para policia.
Ele não estava bem, mas sabia que havia alguém pior do que ele ali, Rachel. Então ele chegou do lado dela, a abraçou forte e disse:
- Agora você pode ver? O quão terrível se tornou sua vida, depois que você começou a andar com eles? Sei que você não está em condições de ouvir sermão mas eu preciso dizer que eu te avisei. Eu disse que essas coisas não te levariam a nada.
E mesmo soluçando de tanto chorar ela disse:
- Não precisa dizer! Eu sempre soube que você estava certo, só não queria admitir.
Você nem faz ideia do quanto eu me arrependo sabe? Eu achei que estivesse fazendo a coisa certa, mas agora eu sei que eu só estava fazendo meu pai sofrer esse tempo todo. Não só meu pai, mas todas as pessoas que me amam. Eu fui uma burra, e se eu pudesse faria tudo diferente!
- Se arrepender agora não adianta. O melhor que você faz agora é reconstruir a sua vida, abandonar todas essas coisas ruins e fazer uma nova história. Só com coisas boas, com felicidade e ao lado das pessoas que te amam! – ele respondeu.
- Você está incluso nesse grupo? – Rachel perguntou, com certa ironia.
E então, sem conseguir esconder seu sentimento por Rachel ele disse:
- Agora eu tenho certeza que sim. Se você quer mesmo saber, desde o dia em que você me atropelou no parque eu nunca mais consegui pensar em outra pessoa. E se quer saber mais, quando eu descobri que você estava entrando nessa porcaria de vida, eu jurei pra mim mesmo que te tiraria dela. Nem que eu precisasse perder a minha vida para isso. – e já com lágrimas nos olhos ele continuou: - E eu espero de verdade, que eu tenha conseguido cumprir meu juramento.
 Rachel nem sabia mais o que dizer. Ninguém nunca tinha se importado com ela daquela maneira. Assim, sem saber de onde tirar palavras ela falou:
- Obrigada, obrigada mesmo por ter vindo até aqui. Não até o trilho hoje, mas por não ter desistido de mim. Por ter lutado até o fim para me tirar desse inferno que minha vida se tornou. Mas o que te trouxe até aqui? O que te deu coragem pra vir até aqui, já que você sabia que o Rob era barra pesada?
- Só uma coisa me fez chegar até aqui, o amor que eu sinto por você. E agora, só a morte vai conseguir nos separar. – Allan respondeu.
Depois daquilo Rachel nem sabia mais o que dizer. E então eles se beijaram.
  A polícia chegou depois de algum tempo e prendeu Rob. Os outros dois, que faziam parte do trio fugiram juntos, não se sabe pra onde.
Mas o que realmente importa é que depois daquilo, Allan levou Rachel até a casa dela, e quando chegou lá ela teve uma surpresa. Havia um piano na sala. E Allan começou a tocar a música que ela e o pai dela haviam escrito.
Ela nunca tinha ficado tão emocionada assim antes.
De repente um vento forte soprou e ela se lembrou dos momentos antes de seu pai morrer, quando ele disse para ela:
“Filha, depois que eu for embora, lembre-se que sempre existirá algo que vai nos manter ligados: a música. Ela vai ser o nosso maior elo. Por isso nunca deixe que ela saia da sua vida, e sempre quando você sentir as notas de uma canção tocando seu coração, diga: olá papai, porque eu estarei presente naquela canção. “
Já aos prantos, ela abriu os olhos e sentiu que a melodia daquela canção estava tocando o seu coração, e sem pensar em nada ela disse: Olá, papai!
  A partir desse dia Rachel renasceu mais uma vez. A Rachel rebelde nunca mais existiu. Depois daquela noite ela sempre cantou, sempre tocou. Amou mais as pessoas e viveu muito feliz com Allan.
E depois dessa história eu posso te afirmar, o amor nos leva e nos tira de qualquer lugar, seja o melhor e o pior, respectivamente, é só a gente deixar!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Até onde o amor nos leva ? Parte 1



Pessoas lindas *-* 
Eu sempre tive vontade de retratar em uma história o caminho que muitos adolescentes seguem atualmente infelizmente: o caminho das drogas. Mas ao mesmo tempo queria mostrar a importância que o amor pode ter nessas situações. Provar através de palavras que o amor é capaz de tudo! E finalmente eu consegui expressar tudo isso na história abaixo (: 
Espero que gostem *-* 



                            
                                

E até de onde ele pode nos tirar?
No caso de Rachel, o amor a tirou do pior dos lugares que ela poderia chegar: do fundo do poço.
 Rachel era uma menina muito feliz e super companheira de seu pai, ele era músico e ensinou ela a tocar violão, piano e até a escrever canções. Mas aos 14 anos, o pai de Rachel morreu de câncer e depois desse dia, ela nunca mais foi a mesma. A partir desse dia ela decidiu que a Rachel havia morrido junto com o seu pai e que a partir daquele dia só existiria a Rachel rebelde, que não se importava mais com as pessoas ao seu redor, que não cantava e nem tocava mais e queria mesmo era “aproveitar a vida”.
  Depois de alguns meses, em uma manhã Rachel estava terminando de fechar as caixas, já que faltava pouco para o caminhão da mudança chegar. Por um lado ela estava feliz por estar se mudando, já que não teria mais que ver as mesmas caras idiotas daquela cidade e que de agora em diante poderia fazer o que quisesse na nova cidade. Mas ela sabia que por de baixo de toda aquela rebeldia e daquela nova Rachel, existiam ainda muitas lembranças de muitos momentos felizes que ela passou ali, e ela sentiria falta disso! Mas enfim, enquanto fechava as caixas, ela encontrou uma folha de papel bem velha e rasgada, onde ela e seu pai haviam escrito uma música. Quando ela leu a letra daquela música ela não conseguiu se controlar, sentou no chão e chorou. Por pouco tempo, já que instantes depois sua mãe entrou no quarto avisando que o caminhão da mudança já havia chegado e então ela enxugou as lágrimas e soltou um grosseiro:
- Ok!
E então Rachel guardou a letra da música na bolsa e partiu, para a nova cidade.
  Depois de uma longa viagem, ela finalmente chegou na “estranha cidade” como ela mesma gostava de chamar. Decidiu que deveria andar um pouco pela cidade, para conhecer o que esperava por ela. Sem nem ouvir uma palavra do que sua mãe disse, ela saiu do carro e foi andar. Rachel foi até um parque que tinha perto de sua nova casa, quando chegou lá, alugou uma bicicleta e decidiu pedalar pelo parque, que, aliás, era bem grande.
Ela estava pedalando e pensando no que iria fazer dali em diante e quando se deu conta não dava mais tempo de frear, um garoto estava em baixo da bicicleta, deitado. Embora ela fosse meio durona, ela se importava com as pessoas e praticamente entrou em desespero quando viu o que tinha acontecido. Desceu correndo da bicicleta, abaixou perto do garoto e perguntou:
- Ai Meu Deus! Você está bem?
Ele abriu os olhos e se encantou com o que viu. Ele achou Rachel um tanto diferente, nem era tão bonita, mas algo nela o fascinava. Mas mesmo assim ele levantou do chão e começou a gritar:
- Ficou maluca é? Porque não olha direito por onde pedala e não presta mais atenção nas coisas hein? Sorte sua que eu não me machuquei.
Como ela não levava desaforo pra casa, àquela discussão durou um bom tempo. E no fim das contas ela subiu na bicicleta furiosa, saiu pedalando e deixou ele falando sozinho.
Aquela discussão e toda a rebeldia de Rachel só fizeram com que Allan, que por acaso é o nome do tal garoto, quisesse mais ainda conquistar Rachel. E ela ficou confusa depois daquilo, ele realmente era um cara bonito, mas a raiva que ela estava sentindo não deixou que ela se apaixonasse por ele. Pelo menos não agora.
 Ela pedalou e andou pelo parque até escurecer e o parque fechar, então ela encontrou uma praça bem perto dali, sentou em um banco e acabou pegando no sono.
Depois de alguns minutos Rachel acordou com um barulho alto do som de um carro, uma gritaria tremenda que a deixou assustada. Uma garota e dois caras, que pareciam estar bêbados, chegaram perto dela. A garota disse:
- Nossa! O que você faz perdida por aqui querida?
-É, vem com a gente, vem gatinha? –um dos caras disse.
E todos eles riram. Aliás, a cada frase que eles diziam todos davam gargalhadas, talvez fosse o efeito das drogas.
Rachel não estava tão assustada, já estava acostumada com bebidas, então decidiu que sairia com eles. Afinal de contas, eles a trataram bem, se importaram com ela, e poderiam trazer um pouco de felicidade pra ela, nem que para isso fosse preciso usar drogas.
Naquela noite Rachel terminou de se perder na vida e iniciou uma nova caminhada, que a levava para o fundo do poço.
  Os dias iam passando, e Rachel estava cada vez pior. Bebia constantemente, se drogava todas as noites e insistia em sair com aquele trio terrível, como eram chamados pela cidade. Sua mãe já não sabia mais o que fazer!
Até que em certa noite, em uma festa na cidade, Allan, encontrou Rachel com aquele trio, bebendo e rindo sem parar. Ele não podia acreditar no que seus olhos viam. Ela parecia não ser menina de se acabar desse jeito, mas havia se enganado.
Ele sentiu uma enorme vontade de ajudar ela, não podia deixar que uma garota tão fascinante como a Rachel pudesse se acabar tanto assim. Então sem pensar duas vezes ele largou dos seus amigos e foi em direção ao, agora, “quarteto terrível”. Quando chegou lá, ele tirou a garrafa de bebida que estava na mão de Rachel, a puxou firme pelos braços e disse:
- Chega! Você vem comigo agora.
Rachel resistiu, gritou, mas estava tão bêbada que se cansou em poucos minutos e desmaiou.
Naquela noite, Allan, levou Rachel desmaiada para o parque, aquele onde eles haviam se conhecido. Ele ficou do lado dela, até ela acordar.
Quando ela acordou, ainda estava um pouco bêbada, mas consciente o suficiente para conversar com Allan.
Ela disse pra ele:
- Quem você pensa que é hein? Pra se meter na minha vida desse jeito? Eu ando com quem eu quero e faço o que eu quiser da minha vida!
E então ele respondeu:
- Mas eu não consegui ver você se acabando daquele jeito e não fazer nada. Mas, porque você está fazendo isso hein? Essa porcaria não te leva a nada!
-Já disse que você não tem que se meter. Você não sabe o que eu vivi até hoje, o quanto a vida me fez sofrer. –ela respondeu. E chorando continuou:
- Eu percebi que eu não tenho que amar ninguém, porque um dia todos vão embora, e o que fica? A dor e o sofrimento. Não vale a pena ter amor a vida, se ela só me faz sofrer.
- Mas então me conte o que de tão ruim aconteceu na sua vida até hoje, pra você se frustrar tanto assim?
Ela já não conseguia mais resistir, talvez todo aquele tempo o que ela realmente precisou foi desabafar com alguém, então mesmo meio tonta ela contou tudo a ele. Sua vida antes da morte do seu pai e tudo o que ela havia se tornado depois.
Allan nem sabia o que dizer depois de toda aquela história, então ele a abraçou forte e disse:
- Sinto muito, de verdade! Mas você não precisa fazer isso com a sua vida. Isso não é o que o seu pai queria para você, tenha certeza disso.
Ela nem conseguiu responder, pegou no sono ali mesmo! E então ele a levou pra casa.


CONTINUA...