terça-feira, 16 de novembro de 2010

Até onde o amor nos leva ? Parte 1



Pessoas lindas *-* 
Eu sempre tive vontade de retratar em uma história o caminho que muitos adolescentes seguem atualmente infelizmente: o caminho das drogas. Mas ao mesmo tempo queria mostrar a importância que o amor pode ter nessas situações. Provar através de palavras que o amor é capaz de tudo! E finalmente eu consegui expressar tudo isso na história abaixo (: 
Espero que gostem *-* 



                            
                                

E até de onde ele pode nos tirar?
No caso de Rachel, o amor a tirou do pior dos lugares que ela poderia chegar: do fundo do poço.
 Rachel era uma menina muito feliz e super companheira de seu pai, ele era músico e ensinou ela a tocar violão, piano e até a escrever canções. Mas aos 14 anos, o pai de Rachel morreu de câncer e depois desse dia, ela nunca mais foi a mesma. A partir desse dia ela decidiu que a Rachel havia morrido junto com o seu pai e que a partir daquele dia só existiria a Rachel rebelde, que não se importava mais com as pessoas ao seu redor, que não cantava e nem tocava mais e queria mesmo era “aproveitar a vida”.
  Depois de alguns meses, em uma manhã Rachel estava terminando de fechar as caixas, já que faltava pouco para o caminhão da mudança chegar. Por um lado ela estava feliz por estar se mudando, já que não teria mais que ver as mesmas caras idiotas daquela cidade e que de agora em diante poderia fazer o que quisesse na nova cidade. Mas ela sabia que por de baixo de toda aquela rebeldia e daquela nova Rachel, existiam ainda muitas lembranças de muitos momentos felizes que ela passou ali, e ela sentiria falta disso! Mas enfim, enquanto fechava as caixas, ela encontrou uma folha de papel bem velha e rasgada, onde ela e seu pai haviam escrito uma música. Quando ela leu a letra daquela música ela não conseguiu se controlar, sentou no chão e chorou. Por pouco tempo, já que instantes depois sua mãe entrou no quarto avisando que o caminhão da mudança já havia chegado e então ela enxugou as lágrimas e soltou um grosseiro:
- Ok!
E então Rachel guardou a letra da música na bolsa e partiu, para a nova cidade.
  Depois de uma longa viagem, ela finalmente chegou na “estranha cidade” como ela mesma gostava de chamar. Decidiu que deveria andar um pouco pela cidade, para conhecer o que esperava por ela. Sem nem ouvir uma palavra do que sua mãe disse, ela saiu do carro e foi andar. Rachel foi até um parque que tinha perto de sua nova casa, quando chegou lá, alugou uma bicicleta e decidiu pedalar pelo parque, que, aliás, era bem grande.
Ela estava pedalando e pensando no que iria fazer dali em diante e quando se deu conta não dava mais tempo de frear, um garoto estava em baixo da bicicleta, deitado. Embora ela fosse meio durona, ela se importava com as pessoas e praticamente entrou em desespero quando viu o que tinha acontecido. Desceu correndo da bicicleta, abaixou perto do garoto e perguntou:
- Ai Meu Deus! Você está bem?
Ele abriu os olhos e se encantou com o que viu. Ele achou Rachel um tanto diferente, nem era tão bonita, mas algo nela o fascinava. Mas mesmo assim ele levantou do chão e começou a gritar:
- Ficou maluca é? Porque não olha direito por onde pedala e não presta mais atenção nas coisas hein? Sorte sua que eu não me machuquei.
Como ela não levava desaforo pra casa, àquela discussão durou um bom tempo. E no fim das contas ela subiu na bicicleta furiosa, saiu pedalando e deixou ele falando sozinho.
Aquela discussão e toda a rebeldia de Rachel só fizeram com que Allan, que por acaso é o nome do tal garoto, quisesse mais ainda conquistar Rachel. E ela ficou confusa depois daquilo, ele realmente era um cara bonito, mas a raiva que ela estava sentindo não deixou que ela se apaixonasse por ele. Pelo menos não agora.
 Ela pedalou e andou pelo parque até escurecer e o parque fechar, então ela encontrou uma praça bem perto dali, sentou em um banco e acabou pegando no sono.
Depois de alguns minutos Rachel acordou com um barulho alto do som de um carro, uma gritaria tremenda que a deixou assustada. Uma garota e dois caras, que pareciam estar bêbados, chegaram perto dela. A garota disse:
- Nossa! O que você faz perdida por aqui querida?
-É, vem com a gente, vem gatinha? –um dos caras disse.
E todos eles riram. Aliás, a cada frase que eles diziam todos davam gargalhadas, talvez fosse o efeito das drogas.
Rachel não estava tão assustada, já estava acostumada com bebidas, então decidiu que sairia com eles. Afinal de contas, eles a trataram bem, se importaram com ela, e poderiam trazer um pouco de felicidade pra ela, nem que para isso fosse preciso usar drogas.
Naquela noite Rachel terminou de se perder na vida e iniciou uma nova caminhada, que a levava para o fundo do poço.
  Os dias iam passando, e Rachel estava cada vez pior. Bebia constantemente, se drogava todas as noites e insistia em sair com aquele trio terrível, como eram chamados pela cidade. Sua mãe já não sabia mais o que fazer!
Até que em certa noite, em uma festa na cidade, Allan, encontrou Rachel com aquele trio, bebendo e rindo sem parar. Ele não podia acreditar no que seus olhos viam. Ela parecia não ser menina de se acabar desse jeito, mas havia se enganado.
Ele sentiu uma enorme vontade de ajudar ela, não podia deixar que uma garota tão fascinante como a Rachel pudesse se acabar tanto assim. Então sem pensar duas vezes ele largou dos seus amigos e foi em direção ao, agora, “quarteto terrível”. Quando chegou lá, ele tirou a garrafa de bebida que estava na mão de Rachel, a puxou firme pelos braços e disse:
- Chega! Você vem comigo agora.
Rachel resistiu, gritou, mas estava tão bêbada que se cansou em poucos minutos e desmaiou.
Naquela noite, Allan, levou Rachel desmaiada para o parque, aquele onde eles haviam se conhecido. Ele ficou do lado dela, até ela acordar.
Quando ela acordou, ainda estava um pouco bêbada, mas consciente o suficiente para conversar com Allan.
Ela disse pra ele:
- Quem você pensa que é hein? Pra se meter na minha vida desse jeito? Eu ando com quem eu quero e faço o que eu quiser da minha vida!
E então ele respondeu:
- Mas eu não consegui ver você se acabando daquele jeito e não fazer nada. Mas, porque você está fazendo isso hein? Essa porcaria não te leva a nada!
-Já disse que você não tem que se meter. Você não sabe o que eu vivi até hoje, o quanto a vida me fez sofrer. –ela respondeu. E chorando continuou:
- Eu percebi que eu não tenho que amar ninguém, porque um dia todos vão embora, e o que fica? A dor e o sofrimento. Não vale a pena ter amor a vida, se ela só me faz sofrer.
- Mas então me conte o que de tão ruim aconteceu na sua vida até hoje, pra você se frustrar tanto assim?
Ela já não conseguia mais resistir, talvez todo aquele tempo o que ela realmente precisou foi desabafar com alguém, então mesmo meio tonta ela contou tudo a ele. Sua vida antes da morte do seu pai e tudo o que ela havia se tornado depois.
Allan nem sabia o que dizer depois de toda aquela história, então ele a abraçou forte e disse:
- Sinto muito, de verdade! Mas você não precisa fazer isso com a sua vida. Isso não é o que o seu pai queria para você, tenha certeza disso.
Ela nem conseguiu responder, pegou no sono ali mesmo! E então ele a levou pra casa.


CONTINUA...

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